09/05/2018

A Semana nº 51

Amanhã, quinta, 10, meu primeiro curta será exibido em Jacareí (SP). Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 será o segundo filme a ser apresentado no "Festival de Curtas" do Cineclube Jacareí. A sessão acontece na Sala Mário Lago (Pátio dos Trilhos, s/nº, Centro), a partir das 19h, Outros 13 curtas serão apresentados - a relação completa você encontra na página do evento no Facebook. A classificação indicativa do evento é a partir de 16 anos.

Conforme eu já mencionei n'A Semana nº 50, todos os filmes que são exibidos às quintas no Cineclube Jacareí irão concorrer em 6 de dezembro ao 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso. 

É a primeira vez que um filme de minha autoria será apresentado no estado de São Paulo. 


03/05/2018

Coisas do Mundo: Urubuservação



Há exatamente um ano, publiquei no Facebook esta foto que fiz naquele mesmo dia 3.5.17 em Belém, com meu celular da época (felizmente já aposentado). Ele não era exatamente muito bom, então a qualidade da imagem é precária, mas creio que dá para reconhecer que retrata um urubu curvado sobre o leito da rua.  

Qual rua exatamente, não consigo identificar pela foto, mas pelo horário da postagem (12h37) creio ser em algum ponto da Cidade Velha, ou pelo menos imediações do Centro, já que era por ali que eu almoçava naquele tempo. 

Apesar da (falta de) qualidade da foto, quis trazê-la hoje para o blog porque a encontrei hoje nas Lembranças do Facebook, junto com a minicrônica bem-humorada que escrevi para acompanhar a postagem. É o que lemos na sequência.

***

Só urubuservo

Esse urubu pousou no leito da rua, afastando várias pombas que estavam por ali e saíram em revoada, quase passando por cima de mim. Segui caminhando e ao deparar com o urubu, que degustava um filhote de pássaro morto, eis que o urubu se assustou ao me ver (!), quase perdendo o equilíbrio (!!) e por pouco não caindo de costas no asfalto (!!!).

De onde será que esse urubu me conhece????


19/04/2018

Encomende seu ensaio em Maceió até o final de maio!

Está se aproximando do final minha atual temporada em Maceió - devo ficar aqui, ao que tudo indica, no máximo até o começo de junho. Estarei aceitando encomendas de ensaios, portanto, até o final de maio. Aproveite esta oportunidade, porque depois dessas datas não sei quando eu retorno para Alagoas!

Abaixo seguem, resumidamente, as condições de cada um dos pacotes de ensaio - o Ensaio Digital, o Ensaio Completo e o Monte o seu Pacote

Para encomendar, utilize o formulário ao final do post. Tendo qualquer dúvida, entre em contato através dos canais indicados neste link

Minha vida é fotografar a sua!

Fabio Gomes








A modelo desta campanha é a incrível Bruna Xavier.





16/04/2018

A Semana nº 50

  • Nos dias 24 e 25 de março, inscrevi 6 de meus curtas no 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso, garantindo assim sua exibição em sessões a serem definidas do Cinema de 5ª, realizadas toda quinta-feira na Sala Mário Lago em Jacareí (SP). O Cineclube da cidade resolveu fazer um festival diferente: em vez de escolher um número reduzido de filmes e exibi-los num espaço curto de tempo (em média os festivais duram de 3 a 5 dias), todos os filmes inscritos são exibidos em ao menos uma sessão ao longo do ano, sendo a premiação entregue em 6 de dezembro. 


  • Em 5 de abril, fui comunicado pelo Darbhanga International Film Festival que meu curta Visitando os Tukano-Dessana foi selecionado para o evento. O festival acontece na cidade de Darbhanga, na Índia, de 20 a 22 de abril. Se meu filme for de fato exibido, será minha estreia no exterior. Digo "se" for exibido porque o festival selecionou mais de 180 filmes e irá priorizar a exibição das obras cujos diretores estiverem presentes. Claro que eu adoraria ir, mas sendo comunicado com tão pouca antecedência, a viagem se torna impossível - marcar um vôo de Maceió a Nova Délhi, ida e volta, com apenas 15 dias de antecedência, não sairia hoje por menos de R$ 5.700!


A imagem pode conter: atividades ao ar livre


  • No sábado, 14, as duas fotos que inscrevi no Brasília Photo Show deste ano foram publicadas no Facebook do festival. Ambas são inéditas aqui no blog. A primeira, "Devoção" (acima), é de 2015 e mostra fitas de promessas amarradas na grade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Pelourinho (Salvador). A segunda, "Velho Chico" (abaixo), foi feita em 2016 e apresenta uma vista do Rio São Francisco no lado sergipano. Clicando no link contido nos nomes, você acessa a publicação das fotos na fan page do Brasília Photo. Ao curtir, comentar e compartilhar estas postagens, você ajuda a comissão julgadora do concurso a entender o impacto e o apelo público das obras; de todo modo, a decisão sobre quais obras premiar caberá unicamente ao júri.

A imagem pode conter: céu, oceano, nuvem, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água


  • E no domingo, 15, outro foto minha feita em Sergipe no ano retrasado - mais especificamente no Canyon do Rio São Francisco, no município de Canindé do São Francisco -, também inédita no blog, entrou em votação online. Trata-se do concurso italiano "Viaggia Scatta e Vinci!". Neste caso, quem define o vencedor é a votação do público - que pode ser feita curtindo, comentando e compartilhando/repostando a foto no Facebook ou no Instagram do Ecobnb. Conto com seu voto!




Verde sobre Verde

Essa foto encerra a "trilogia do limão", que começou com o post Verde sobre vermelho e seguiu com O silêncio de depois - ambas postagens de novembro de 2016, remetendo ambas a um almoço meu em Belém em abril daquele ano. 

A foto de hoje também é de um abril, no caso do dia 16.4.17, onde retornei ao mesmo local dos posts anteriores, levando meu limão, e notei que a cor da toalha do restaurante, que costumava ser vermelha, agora era verde. 

É uma foto ainda do meu antigo celular, que comprei (salvo engano) em meados de 2014 e funcionou até 9 de março deste ano. Sua câmera era nada mais que razoável, e ultimamente só fotografava através do aplicativo do Facebook. 





21/03/2018

Coisas do Mundo: Apagão

Na tarde de hoje, praticamente metade do Brasil (todo o Nordeste, mais quatro estados do Norte - Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins, num total de 13 unidades da Federação), foi atingido por um apagão. Aqui em Maceió, estivemos sem energia por aproximadamente 3 horas e meia (das 15h50 às 19h10). 

Perto das 18h, fiz da varanda do prédio onde moro estas fotos de uma rua do bairro Ponta da Terra - são as duas últimas; a primeira é o reflexo da lanterna do celular na parede do meu quarto. Pelas fotos externas, é possível ver como, de fato, anoitece bem cedo nesta parte do Nordeste (lembro que há dois anos, em João Pessoa, vi postes de iluminação pública acesos já por volta de 17h20!). Nos outros estados onde morei (Rio Grande do Sul, Pará e Amapá), você sempre tem alguma luz natural ainda perto das 19h.

Além de registrar esse fato lamentável acontecido hoje, aproveito o post para compartilhar com vocês minha primeira postagem múltipla no Instagram, até hoje eu sempre fizera por lá postagens com uma única foto (ou vídeo).


Uma publicação compartilhada por Fabio Gomes Foto & Cinema (@fabiogomes.fotocinema) em

12/03/2018

A Semana nº 49




08/03/2018

Modelo da Semana: Bruna Xavier (3)



Neste Dia Internacional da Mulher, pensei em postar uma foto de alguma modelo tipicamente brasileira. Depois percebi que esta é uma tarefa de execução muito difícil, já que o Brasil é um país com grande diversidade na formação populacional. Se, porém, elegermos como critério adotado o maior tempo habitando o território que hoje forma nosso país, será difícil não apontar neste quesito os povos indígenas. Daí a escolha por trazer novamente como Modelo da Semana a jovem modelo mato-grossense Bruna Xavier, descendente de índios Bororo. 

Jovem na idade - Bruna está a poucas semanas de completar 18 anos -, a modelo já tem muita experiência na carreira, tendo conquistado muitos títulos de Miss e realizados inúmeros ensaios e desfiles desde os 8 (!) anos. Isto sem que seu tipo físico se encaixe nos chamados padrões - ela mesmo relatou críticas que ouviu e preconceitos que sofreu em texto que publicamos em junho de 2017. 

A foto que ilustra a post foi feita em 4 de agosto de 2016, em Rondonópolis (MT), cidade natal de Bruna, que hoje reside em Santa Fé do Sul (SP). Era inédita até o domingo, 4, quando, publicada no meu Instagram, obteve até o momento mais de 100 curtidas - 110, para ser exato. 

Bruna já foi nossa Modelo da Semana em agosto de 2016 e março de 2017 e ganhou um ensaio completo também em agosto de 2016. 

Ao reverenciar esta jovem com um belo futuro pela frente, estendo meus cumprimentos a todas as mulheres pela passagem de seu dia internacional. 


28/02/2018

A Semana nº 48

Na sexta, 23, republiquei no blog do Digestivo Cultural o texto Existem vários modos de vencer, que havia postado aqui minutos antes. Foi por causa da republicação, aliás, que o texto ganhou o título definitivo - quando o concluí, ele tinha um título bem maior, que chegou a ser divulgado no Facebook como vemos abaixo. 




23/02/2018

Existem vários modos de vencer!

A ideia de escrever este artigo me ocorreu após publicar aqui no blog - mais exatamente no post A Semana nº 47 - que fiquei em 5º lugar em recente seleção, via edital, para uma exposição em Maceió. Me parece natural divulgar isto em um blog criado para compartilhar informações sobre meu trabalho como fotógrafo e cineasta. Mas é evidente que não desconheço que, numa sociedade competitiva como a nossa, muitos não aprovam, ou ao menos não costumam, compartilhar "derrotas".

Coloco "derrotas" entre aspas porque não considero, a rigor, a aludida colocação no concurso como uma derrota de fato. Havia apenas uma vaga, e como houve cinco candidatos que preencheram todos os requisitos do edital - sendo eu um deles - evidentemente o júri apontou o trabalho que, no seu entender, melhor fechava com a proposta da instituição que abriu a seleção. Onde outros podem ver uma derrota, vejo uma oportunidade de aprendizado. Sim, porque você pode ficar se lamentando - ou pode analisar o resultado e pensar o que poderia ter feito melhor para, numa próxima oportunidade, obter melhor classificação.


Maré baixa na Ponta Verde
- Maceió, 8.10.17


Durante alguns anos no começo desta década, trabalhei como produtor/ produtor associado de alguns profissionais da área da Música, e o tema "editais" era tópico constante nas conversas. Certa vez uma cantora me questionou se valia a pena ela, morando no Sudeste, se inscrever em um festival do Norte, pois o evento não previa ajuda de custo para a viagem. Respondi que valia a pena sim se inscrever, pois era uma grande oportunidade de ter seu trabalho avaliado por profissionais do ramo - como vocês sabem, em geral as opiniões que nos chegam sobre nosso trabalho são de familiares e amigos próximos. Um júri de festival tem uma isenção em relação a nós que parentes e amigos não têm, por mais que possam querer. Obtida uma classificação, ela poderia pensar num modo de viabilizar as passagens. 

Ela aceitou meu conselho, se inscreveu e teve sua música classificada - porém não conseguiu, dentro do prazo, apoio para as passagens. Mas teve como saldo positivo para o fato de ter se inscrito a certeza de que sua música era no mínimo tão boa quanto as outras selecionadas. No ano seguinte, ela se inscreveu em outro festival, desta vez no estado vizinho no qual reside, classificou novamente e conseguiu as passagens a tempo, apresentando-se no evento e sendo muito elogiada - além de ter um vídeo de sua participação publicado no YouTube. Eis aqui outro "efeito colateral positivo" da decisão de se inscrever: muitas portas podem se abrir para você, o que não aconteceria de modo algum se você optasse por não enviar seu trabalho.

Há ainda outro aspecto que me parece altamente positivo em relação a submeter seu trabalho a editais. Você recebe um forte estímulo para pensar sobre o seu trabalho de formas que, ao natural, não faria. E não estou chamando de estímulo a premiação em dinheiro (embora ela claramente seja muito bem-vinda!). Falo exatamente da fase de inscrição, onde muitas vezes você precisa detalhar em textos de certo fôlego aspectos do seu trabalho sobre os quais, muitas vezes, você não parara para pensar racionalmente (isso, ao menos, acontece direto comigo!).

Por fim, determinados editais pedem como contrapartida a realização de alguma atividade aberta à comunidade, o que pode resultar, por vezes, na criação de novos produtos. Foi isto, aliás, que aconteceu no já mencionado edital de Maceió. Uma das exigências era que o artista oferecesse uma oficina ao público. Isto me levou a criar uma oficina de Fotografia, algo em que eu já vinha pensando há algum tempo, já que minha Oficina de Cinema é, reconheço, um pouco dispendiosa, por só poder ser realizada em locais onde haja notebooks à disposição dos inscritos. A nova oficina, da qual falarei neste blog em breve, foi pensada justamente para ser mais fácil de realizar que a de Cinema.

Ora, se participo de um edital e não sou selecionado, mas nesse processo acabo tendo a "chave" que procurava para criar uma nova Oficina, que poderei inscrever em outros editais e também oferecer para contratação por instituições, não vejo como poderia me considerar "derrotado" nesse processo. A vida no geral é bem mais diversa do que as classificações simplórias querem nos fazer crer.
= )