23.4.17

Ensaio de abril: Mary Cumaru às margens do Rio Amazonas

O sucesso das publicações anteriores com a modelo amapaense Mary Cumaru - 540 acessos de seu post como Modelo da Semana e 425 ao post do Ensaio de janeiro -  me animou a escolher outras 10 fotos da sessão que fizemos no Complexo do Araxá, em Macapá, no dia 24 de novembro de 2016. Nove delas são inéditas. 


Esta primeira é a única foto deste lote que já foi divulgada, em meu Instagram, no dia 1 de março. Para nossa felicidade, foi comentada pela grande cantora paraense Alba Maria, que relacionou a figura de Mary no espelho com Oxum, a orixá que reina sobre a água doce dos rios. Veja a sequência de comentários que Mary e eu trocamos com Alba Maria:


Clique para ampliar


Inspirado nesta manifestação de Alba Maria, escolhi, dentre as fotos ainda inéditas do ensaio, apenas imagens onde aparecesse também o Rio Amazonas. 



















Veja o ensaio no YouTube:

22.4.17

Arestas



Agora de tarde, pouco antes da aula de Espanhol, tirei essa foto com meu celular no pátio da escola. De imediato a postei em meu Facebook pessoal, com a legenda 

Aresta (Geometria quotidiana)- Belém, 2017

... em que a palavra "quotidiana" de algum modo substitui "euclidiana" (o ramo da Geometria que estuda as figuras com duas e três dimensões, baseada nos postulados de Euclides de Alexandria, que nasceu por volta do ano 330 a.C. e viveu na corte do rei Ptolomeu I do Egito). 


21.4.17

Belezas Naturais: Baía do Guajará



Fiz esta foto em 2 de abril, na altura do Mercado Ver-O-Peso (Belém). Já falei aqui no blog de minha predileção por esse tipo de foto só com água, ou no caso desta, com predominância da água. 

Esta baía é muito especial para mim, foi nela que espargi as cinzas da minha mãe, em 13 de maio de 2012 - justamente, o Dia das Mães daquele ano. Ela havia falecido em Porto Alegre no dia 10 de janeiro. O ponto de depósito foi na altura da escadinha do início da av. Presidente Vargas, do lado esquerdo. 


20.4.17

Coisas do Mundo: Quando os carroceiros se encontram


Tentei inscrever essa foto agora num edital específico para fotos de cavalos. Não consegui fazê-lo porque  a inscrição se dá unicamente pelo Instagram, que como todo mundo sabe tem uma inexplicável preferência por fotos quadradas. 

Resolvi então blogar essa foto pra vocês conhecerem. É uma inédita da minha temporada do ano passado em São Luís (entre maio e junho). Essa avenida onde os dois carroceiros pararam pra bater um papo é uma via que circunda o Parque Estadual da Lagoa da Jansen. Na calçada em frente do parque, em largo trecho da avenida, há uma série de bares e restaurantes; um deles aparece na foto. 


14.4.17

O todo é maior que a soma das partes

Anteontem, chegou ao final a maior exposição já feita unicamente com trabalhos meus - As Tias do Marabaixo, na Galeria Theodoro Braga (Centur), em Belém. 

(A maior, com toda a certeza. Confesso que já não recordo quantos dias durou, nem quantas fotos tinha minha primeira individual, intitulada Descobrindo a Cidade, realizada em Porto Alegre no ano 2000, mas creio que deva ter durado uma semana, e certamente teria menos de 18 fotos, o número das imagens que estavam em exposição no Centur. Mesmo considerando as exibições anteriores do mesmo material, a exposição recém-finda foi a maior, quer se considere as realizadas em Macapá em 2014 - no Amapá Garden Shopping foram exibidas apenas 16 imagens, durante 17 dias; a mostra na Fortaleza São José de Macapá durou 10 dias -, quer se tome como parâmetro as exibições em outros estados no ano seguinte, abertas ao público em geral - em Paraíso e Salvador, a mostra durou apenas um dia.) 

A exposição iniciou em 15 de março. Como a Galeria Theodoro Braga não funciona aos finais de semana, foram ao todo 21 dias de exibição. Sendo morador do mesmo bairro onde a galeria está situada, pude estar presente na grande maioria desses dias, geralmente uma hora e meia no final da tarde. Foi em um desses dias, no intervalo entre uma visita e outra, que me dei conta de que a exposição (não a minha, falo do evento cultural em si) é, ela própria, uma forma de arte! 

Explicando: em uma exposição, o público não aprecia apenas o trabalho do artista, mas também tem acesso à abordagem da equipe curatorial, que é algo único, criado especificamente para aquele período, a ele só sobrevivendo na forma de registros. Tentando achar um paralelo, só me ocorrem performances teatrais ou musicais. 

Vejam o magnífico trabalho que a equipe de iluminação da Galeria Theodoro Braga (João Paulo do Amaral e Ricardo Andrade) fez com esta foto. 




A imagem, que mostra dona Natalina beijando a coroa do Divino Espírito Santo durante o Cortejo da Murta de 2014, recebeu uma iluminação que, como comentei com a equipe, a deixou com um aspecto de vitral de igreja colonial, totalmente condizente com o tema religioso retratado. Também contribuiu para o impacto o fato de esta foto, por ser a única vertical de todas as 18, ter ficado isolada das demais, a meio caminho entre o ambiente de entrada (onde havia apenas fotos) e o ambiente mais interno da galeria (transformado praticamente numa sala de cinema). A ambientação pode, portanto, agregar significados às obras expostas, constituindo pois um diálogo entre a curadoria e o trabalho do artista, fazendo com que o todo acabe sendo maior que a soma das partes! 

A "sala de cinema" já estava instalada no local, por ter feito parte da mostra anterior. Encontrei o ambiente assim no dia da reunião para acertar os detalhes da exposição, e Eliane Moura (responsável pela expografia, juntamente com João Paulo do Amaral) disse que seria possível mantê-la para a exibição dos 5 curtas-metragens do projeto, o que achei ótimo. (Uma curiosidade: como o conjunto de curtas tem pouco mais de 22 minutos, estimo que cada um deles foi exibido em torno de 650 vezes ao longo dos 21 dias que durou a exposição!). Por mais que sempre disponibilizemos nossos trabalhos audiovisuais na internet, é evidente que não há porque abrir mão da exibição em uma tela; a experiência fica disponível para quem dela possa usufruir, e de todo modo o trabalho segue acessível no YouTube. Sou da opinião de que quanto mais frentes de acesso melhor. 



Estudantes de Belém assistem na galeria ao curta em homenagem a Tia Chiquinha - 20.3.17


Outro desdobramento que a exposição teve, e que eu nem podia imaginar, foi a exibição no Cinema Líbero Luxardo (também localizado no Centur), durante 22 dias, de um vídeo-convite que incluía todas as 18 fotos da mostra. Abaixo, um registro que fiz da exibição do vídeo antes de uma sessão do cinema, em 24 de março. 




10.4.17

Devorando cultura

Não costumamos misturar muito em nossa linguagem conceitos de Cultura e Gastronomia, salvo raras exceções como Que delícia de filme/livro (mas é bem raro, convenhamos) ou, já mais frequentemente, Devorei o novo livro do Fulano de Tal, muito bom, não conseguia largar. Lembro de um livro que devorei, uma biografia de Villa-Lobos por Maria Maia, lançada em 2000: cheguei em casa, joguei minha mochila prum lado, a roupa pro outro e só após devorar as pouco mais de 100 páginas da obra fui pensar em fazer qualquer outra coisa (me preocupar com o jantar, por exemplo). 

Mas eis que Lidiane Souza, ao participar no dia 2 de abril do Ver-a-Bóia no Mercado Ver-o-Peso (Belém), inovou, devorando o CD Universo Paralelo, do cantor Danniel Lima. A foto, postada ontem no meu Instagram, já foi curtida pelo próprio Danniel. 


Nhac!


A Semana nº 29

Na quinta, 6, comecei a publicar no blog Jornalismo Cultural uma série de textos a que denominei "Ovelhas Desgarradas". O nome designa vários artigos que escrevi para outros sites e que nunca cheguei a postar em meus blogs. A leva inicial de ovelhas resgatadas se refere a minha produção para o LinkedIn, que estou priorizando porque vou cancelar minha conta naquele site tão logo acabe a republicação dos meus textos que só estão lá. A estreia da nova seção foi com o texto A dois passos do Paraíso, no qual eu falo da minha ida para Paraíso (TO), primeira cidade fora do Amapá a conhecer o projeto As Tias do Marabaixo, em julho de 2015. Ilustrando a matéria, foto de Bruno Vinicius M. Simões em que apareço ao lado de Tia Chiquinha, no dia que iniciamos as gravações do meu documentário. 



8.4.17

Coisas do Mundo: Frase no muro em Macapá (2)


Postei essa foto, então inédita, em 6 de abril do ano passado no LinkedIn, Twitter e Facebook. Na ocasião, para marcar meus 25 anos de Fotografia (como já contei aqui, me tornei fotógrafo profissional em algum dia do começo de março de 1991) eu fiz uma série de postagens singelamente denominadas "Foto do Dia", e nas quais hoje identifico a semente deste blog.

Esta foto foi feita em Macapá no dia 20 de dezembro de 2015. O muro em questão fica na av. General Rondon, no Centro, quase esquina com a Coriolano Jucá, junto à UEAP (Universidade Estadual do Amapá). O muro, ou melhor dizendo, a parede circunda o terreno onde havia uma casa, já demolida. Este é um dos inúmeros grafites feitos no local, aproveitando que as paredes ficaram expostas. 

Ao rever esta postagem nas Lembranças do Facebook nesta quinta, acrescentei o seguinte comentário à postagem:

muros de Macapá, sempre uma pitada de filosofia durante sua caminhada u.u



7.4.17

Belezas Naturais: Borboleta + Flor



Nem sempre é necessário ir muito longe para encontrar imagens lindas, temos que saber ver pois elas podem estar à nossa frente - neste caso, literalmente.

Estas flores são do jardim do hostel onde me hospedei ano passado em São Luís. A foto foi feita na tarde de 31 de maio, na qual eu me dediquei especificamente a registrar flora & fauna desse pequeno espaço (o jardim em si é um pequeno trecho de vegetação junto ao muro, margeando pelo lado de dentro todo o contorno do pátio do hostel, lajeado em sua maioria). Uma tarde memorável, que gerou esta e várias outras imagens lindas 
:)



5.4.17

Belezas Culturais: Ver-a-Bóia em 9 fotocas

No domingo, 2, aconteceu a segunda edição do projeto colaborativo Ver-a-Bóia, uma iniciativa que visa qualificar e empoderar as Boieiras (ou seja, as mulheres que cozinham e têm restaurante) do Mercado Ver-o-Peso, mítico ponto turístico de Belém, que completou 390 anos (!) no final de março. A primeira edição do Ver-a-Bóia foi realizada em janeiro de 2016, por ocasião do 4º centenário da capital paraense. 

Ao longo do domingo, 16 barracas do "Veropa" (como o mercado é carinhosamente chamado pelos belenenses) criaram pratos de culinária típica regional para serem vendidos a valores promocionais (de R$ 10 a R$ 20). As barracas eram identificadas através do banner da foto ao lado.

O evento também foi marcado pela realização de uma série de shows de artistas do Pará. A seguir, apresento uma seleção de fotos que já publiquei em meu Instagram na noite de domingo. 


O show de Liège botou a galera pra dançar já de cara. Nem a interrupção pela chuva tirou a animação do público que curtiu sucessos do primeiro EP da cantora-compositora, como "Filho de Gal" e "Cabelo". 

A apresentação de Danniel Lima chegou a ser interrompida porque começou a chover muito. 


Eu disse MUITO! As fotos acima e abaixo mostram alguém da produção tirando o excesso de água sobre a tenda armada para servir de palco no Veropa. 

Esta foto é inédita, não foi postada com as outras no Instagram


Mas como Danniel acredita que todo artista tem que ir aonde o povo está, nem se abalou...


... vendo que a galera seguia na chuva, sem arredar pé, conseguiu um guarda-chuva estiloso emprestado e retomou o show.



A cantora Joelma Klaudia aproveitou uma trégua da chuva para também circular bastante no meio da galera, puxando faixas do novo CD como "Ai Menina", megahit de autoria de Lia Sophia. 


Depois do show da JK eu aproveitei para degustar o que nos reunia ali - os quitutes das boieiras. Fui ao restaurante de Rosi Gomes (que aparece me servindo na foto ao lado) e pude apreciar um pirarucu desfiado com batata e creme de jambú (o potinho verde da foto) e farofa.

O detalhe da bandeira do Pará reproduzida na toalha era um toque a mais de classe para valorizar a proposta do evento.

O show que encerrou a programação do Ver-a-Bóia foi dos mais animados: Carimbozeira reuniu a Orquestra Pau e Cordista tendo como vocalista a cantora Renata del Pinho e a participação especial de Pedrinho Callado.



* Vi pela primeira vez a gíria/termo/vocábulo fotoca sendo usado pela cantora Liège no Facebook, ao solicitar para mim e outr@s colegas registros de shows seus neste final de semana (ela fez quatro shows em três dias, entre sexta e domingo!). Adorei, adotei.