29.8.16

Belezas Culturais: Monumento à Literatura



É famosa no mundo inteiro a escultura em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade existente na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - tanto pela homenagem em si, quanto (infelizmente!) pelas constantes notícias de vandalismo que a obra sofre, em geral com alguém levando embora os óculos do poeta.

Menos famosa é outra obra de arte pública que também retrata Drummond - no caso, é uma escultura feita em parceria por Xico Stockinger Eloísa Tregnago. Instalada desde 26 de outubro de 2001 na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, apresenta Drummond indo visitar seu colega gaúcho Mario Quintana, sentado num banco da praça. Menos famosa, mas nem assim imune a vandalismos, como comentei no site Jornalismo Cultural em 2007 (republicado no blog de mesmo nome em 2013). À falta de óculos, o conjunto escultórico teve furtado o livro que Drummond leva a Quintana. 

Stockinger foi um artista austríaco nascido em Traun que passou praticamente a vida toda no Brasil, onde chegou com a família aos 4 anos, em 1923 (naturalizou-se brasileiro em 1958). Depois de estudar artes e viver entre Rio de Janeiro e São Paulo, Stockinger foi morar em Porto Alegre em 1954, contratado como chargista pelo jornal A Hora, onde atuou por dois anos. Após se desligar do veículo, seguiu na capital gaúcha, dedicando-se à xilogravura e desenvolvendo uma carreira de escultor que o colocou entre os maiores nomes dessa expressão artística no Brasil na segunda metade do século 20. Tive o privilégio de estar presente na festa que comemorou seus 85 anos, em 2004; ele faleceu em 2009, a poucos meses de seu 90º aniversário. 

Natural de Bento Gonçalves, RS, onde nasceu em 1958, Eloísa Tregnago mora em Porto Alegre desde 1985, tendo estudado com Stockinger e Vasco Prado, dois dos mais destacados artistas do Rio Grande do Sul. Tem participado de diversas exposições coletivas tanto no Brasil (Porto Alegre e Belo Horizonte) quanto no exterior (Áustria). Em 2014, realizou no Studio Clio (Porto Alegre) a exposição individual Rostos Revelados

Uma característica que muito me agrada nesta obra é o fato de ela apresentar de uma só vez dois grandes nomes da literatura, a imensa maioria das esculturas públicas similares é de artistas sozinhos, aguardando a companhia de admiradores que com eles queiram tirar selfies (são assim todas as outras que conheço - a de Elis Regina também em Porto Alegre, a de Ruy Barata em Belém, a de Vinicius de Moraes em Salvador, a de Drummond e a de Dorival Caymmi no Rio de Janeiro, a de Antônio Maria no Recife, as de Aurélio Buarque de Holanda e de Graciliano Ramos em Maceió, acho que não esqueci nenhuma). Com dois poetas, só mesmo o Monumento á Literatura em Porto Alegre! 

As fotos que vemos aqui foram feitas com um celular, na minha penúltima estada na capital gaúcha, em janeiro de 2013. A foto que abre o post é do dia 15, a que o encerra é do dia 16. 



28.8.16

A Semana nº 10

  • Na sexta, 26, Selma de Oliveira escolheu uma foto de minha autoria para ilustrar a postagem que fez no Facebook de um texto de Carol Shanti. A foto foi feita em Jequié, Bahia, em setembro de 2015, durante o ensaio resultante da filmagem do meu curta Você é África, Você é Linda, do qual ela é uma das atrizes. Eis o texto de Carol: 
Eu Mulher de Mim, me desfaço de tantas certezas e padrões...
Quem eu era ontem? Não Lembro
Quem Sou eu amanhã? Não Imagino
Quem Sou Eu Hoje? Um menina, Uma mulher que busca, vivencia, erra, sorri, chora mas levanta-se incontáveis vezes para seguir o caminho que meu coração acredita.
Vivo para amar, sentir e ser
Vivo para me encontrar, me perder, mas acima de tudo para SER
Ser como sou
Ser Essência
Ser Luz
Ser Mulher.




Eu por Bruno Pellerin



Bruno Pellerin é um fotógrafo francês, natural de Limoges e radicado em Belém, Pará, Amazônia, Brasil. Conheci seu trabalho quando ainda morava em Porto Alegre, em maio de 2010, quando ele fotografou o show de estreia da cantora Nanna Reis, Brasilidade (posteriormente, vim a produzir o trabalho de Nanna e dirigir novas edições do show). Chamou-me a atenção já nesse primeiro momento o belo uso que Pellerin faz da técnica do preto-e-branco, um pouco em desuso após o fim do predomínio da foto analógica. 

Morando em Belém entre 2010 e 2014, tive o privilégio de ser fotografado por Pellerin em algumas ocasiões. Considero muito especial esta imagem que posto hoje aqui, devido a ter sido feita em pleno Bar do Parque, em 8 de novembro de 2013, durante a realização de um dos Batuques da Praça da República.

Localizado ao lado da Praça, o Bar do Parque é um local profundamente ligado à história cultural de Belém, tendo sido frequentado por artistas e intelectuais do porte de Ruy Barata. Além disso, Pellerin relata em seu álbum "Bar do Parque" no Facebook que o lugar lhe lembra muito os cafés parisienses, desde a arquitetura até a roupa usada pelos garçons. O álbum reúne fotos feitas entre maio de 2013 e maio deste ano. 


27.8.16

Coisas do Mundo: Monumento a Maria Taquara



No meio da tarde de ontem, ao subir a Rua Clóvis Huguenei, aqui em Cuiabá, esta escultura chamou-me a atenção, a ponto de atravessar a rua para vê-la melhor. Uma placa, como as que indicam ruas, tombada no chão, revelava se tratar de um Monumento a Maria Taquara. Fiz a foto com a Nikon S3500, e ao editar no Fotor apliquei um filtro Sunset e um efeito Retro/Sepia. 

A placa fixada ao pé da estátua tem os seguintes dizeres:

MARIA TAQUARA
Na década de 40, viveu em Cuiabá, MARIA TAQUARA, muito alta, magra, negra, tinhosa, sisuda, esperta, maltrapilha e desembaraçada. Não tinha filhos. Sempre soube que a vida não seria fácil, ainda mais em uma sociedade conservadora. Mas foi neste contexto histórico que Taquara se transformou em uma Lenda da nossa cultura. Foi a primeira mulher a abolir saias. Ela viu na calça comprida a sua marca registrada. O motivo era a profissão, que exigia roupas práticas e resistentes para o trabalho no córrego da Prainha. Sempre com uma trouxa na cabeça, de casa dos patrões para sua casa e vice e versa. Não há registro de seu nome completo, data de nascimento e morte... simplesmente desapareceu.
MARIA TAQUARA... Apenas MARIA!! 
Um dos tipos populares que se imortalizou na frase:
"De dia Maria Taquara... de noite Maria meu bem!!" 
Novembro de 2009 

Ali em volta, próximo da esquina das avenidas Tenente-Coronel Duarte (popularmente conhecida como Av. da Prainha) e Generoso Ponce (da qual a Clóvis Huguenei é uma continuação), nada mais consta sobre a homenageada. As outras informações que seguem obtive pesquisando agora de manhã na internet. 

A escultura é de autoria do artista plástico Haroldo Tenuta, mineiro de nascimento, radicado em Cuiabá a partir dos anos 1940, e já falecido. A placa foi colocada após a restauração da escultura, derrubada por um vendaval em 2009. Reportagem do G1 Mato Grosso de abril de 2016 informa que a obra teria sido uma encomenda de João Balão, dono de um hotel na capital, para quem Maria Taquara "fazia serviços" (é a expressão usada no texto de Denise Soares). 

Que serviços seriam? Bem, como a escultura indica e a placa dá a entender, Maria trabalhava como lavadeira de dia, enquanto à noite era "Maria meu bem". O que isso queria dizer, exatamente? A professora de semiótica Marília Beatriz Figueiredo Leite, ouvida pelo site Olhar Conceito em 2014, não tem dúvidas de que Maria Taquara seria, além de lavadeira, uma profissional do sexo; cito trecho do texto de Marianna Marimon: "Marília Beatriz Figueiredo Leite analisa um pouco desta figura folclórica e gosta de comentar que Cuiabá é uma das poucas cidades em que se ergueu uma estátua para uma prostituta". 

Porém isto é desmentido por alguém que conheceu Maria pessoalmente: o escritor e historiador Aníbal Alencastro, hoje com 72 anos. Na citada matéria do G1, Alencastro afirma que, quando serviu no 16º Batalhão de Caçadores - atual 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, localizado no início da Av. Lava-Pés, no bairro Goiabeiras -, o barraco de Maria ficava próximo ao quartel. "Ela não era prostituta. Os soldados pulavam o muro do quartel e dormiam com ela”, disse Alencastro ao G1. Há dois anos, ao falar ao Olhar Conceito, Alencastro foi mais eloquente a respeito:

“Durante a vigília da noite, os soldados deixavam seus postos e pulavam os muros para se encontrarem com ela, cujo barracão ficava ao lado do quartel. Depois, o sargento passava e olhava para os fuzis deixados do lado do muro e com isso, vários homens eram presos pelo abandono de posto. Tudo pela Maria Taquara.”

Em 2011, o poeta e compositor Moisés Martins publicou em seu blog a letra de sua música em homenagem à figura popular de Cuiabá:

Maria Taquara

Maria Taquara, Maria meu bem.
Mulher de todos, que não é de ninguém.
Taquara de dia, de noite meu bem,
Maria Taquara, não é de ninguém.
Muié de sordado, de Meganha também.
De dia Maria, de noite meu bem.
Maria é Cuiabá, Cuiabá é Maria
Não importa se é noite, não importa se é dia.
Maria é Taquara,
Taquara é Maria,
Avançada no tempo,
Mulher fantasia.

  • Em abril deste ano, o artista plástico João Sebastião promoveu uma grande homenagem a Maria Taquara ao convidar outros 58 (!) artistas a criarem obras sobre a popular figura; o convite resultou na exposição Transmitologismo João e Maria, que esteve em cartaz na Casa do Parque de 14 de abril a 25 de junho. Saiba mais sobre a exposição aqui e aqui



26.8.16

Belezas Naturais: Chimbuva do Morro da Caixa d'Água Velha



Na sexta passada, 19, o Dia Mundial da Fotografia, publiquei em minhas redes sociais esta foto, feita no mesmo dia no Morro da Caixa d'Água Velha aqui em Cuiabá (a visita rendeu também a minha selfie azulejo). Como legenda, apenas: Natureza, sua maravilhosa, e a lembrança da efeméride daquele dia.

Só dois dias depois, justamente pesquisando sobre o Museu para escrever o post da selfie, é que descobri se tratar de uma árvore histórica - uma chimbuva que tem por volta de 80 anos! Esta árvore domina a praça que existe na parte frontal do museu, e sob ela foi construído um deque de madeira. 

A chimbuva, também chamada ximbuva ou timbaúva, é uma árvore nativa do Brasil cuja madeira é utilizada na fabricação da viola de cocho. Instrumento trazido pelos portugueses, a viola-de-cocho hoje está totalmente integrada à cultura dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em 2004, a viola-de-cocho foi registrada no livro dos saberes do patrimônio imaterial brasileiro.



25.8.16

"Essa foto tu vai vender, né?"

Na quinta passada, iniciei o texto "O que você vai fazer com esta foto?" relatando perguntas comuns que quem viaja e fotografa costuma ouvir; o artigo seguia questionando a forma como nós fotógrafos somos abordados dentro de espaços públicos e privados, sem dúvida um resquício de comportamento analógico nesses tempos digitais que vivemos. 

Já hoje a idéia é conversar um pouco sobre outro tipo de pergunta, a que intitula o texto. Melhor começar do começo, com um exemplo real.

Terça, 16 de agosto, meio da tarde. Estou fotografando com a Nikon L330 a fachada da Catedral Metropolitana Basílica do Senhor Bom Jesus, sede da arquidiocese de Cuiabá, quando um cidadão se aproxima e me pergunta se a reforma está pra começar, né? Sem fazer a menor idéia de a que ele se referia, respondi apenas que não tinha essa informação. Ele então me disse que achava que eu estava fotografando em função da reforma que vai haver no prédio, então confirmei que não sei nada a respeito, que as fotos eram pro meu blog. Aí o cidadão veio com uma variação da pergunta que intitula o texto: Ah tá, essas fotos tu vende né? Acabei dizendo que sim né (risos) e em seguida entrei na catedral, um prédio relativamente recente (foi consagrada em 1973, substituindo a anterior, construída entre 1739 e 1740 e demolida em 1968), onde fiz a foto deste vitral que vemos aqui no post. 

Esse tipo de pergunta sobre a possível venda das fotos que fazemos por aí é bastante comum e não deixa de ser tão intrigrante quanto a do que vamos fazer com a foto (aliás, não deixa de ser uma variação daquela, só que aqui já supondo um destino específico). Em geral eu acabo mesmo dizendo que é pra vender, até porque isso geralmente sacia a curiosidade da pessoa e encerra o assunto. E por que considero a pergunta intrigante?

Porque ela supõe que haveria um imenso mercado para a fotografia que, na realidade e infelizmente, não existe. A possibilidade de eu tirar uma foto da Catedral de Cuiabá, por exemplo, e conseguir vendê-la para algum veículo de comunicação ou site é basicamente nula. Talvez quando o profissional tenha a sorte de efetuar um registro que tenha valor jornalístico, ele possa contar com jornais e sites interessados em pagar pelos direitos de reprodução daquela imagem. Mas aí seria mais um lance de sorte do que de um mercado real mesmo. 

(E não pensem que isso é algo dessa era digital que já citei antes, em que todo mundo tem em mãos aparelhos que filmam e fotografam. Já era assim ali por 1992/93, quando, ainda morando em Bento Gonçalves, RS, resolvi fotografar eventos por conta própria para tentar vender as fotos para os jornais da cidade. Lembro que cheguei a cobrir uma etapa do campeonato de canoagem em Santa Tereza, município vizinho; não houve interesse nem dos jornais, nem da própria entidade que promovera o evento. Na época, havia ainda o custo da revelação/impressão da foto - não havia ainda foto digital -, ao que se devia somar a demora em ter a imagem disponível: só na segunda de manhã você poderia mandar revelar um filme batido no final de semana, e a foto teria que estar em sua mão no máximo na quarta, mesmo dia em que os jornais fechavam a edição de sexta, único dia em que a maioria dos jornais de Bento circulava. Enfim, não compensava meeeesmo.)

Inexistindo esse mercado que muitos imaginam que haveria para nossas fotos, seguimos fotografando na esperança de que, ao circular pelo mundo, as imagens que produzimos possam manifestar a dedicação que colocamos em cada clique, mostrar que temos equipamentos que poderão produzir um bom registro do seu evento, demonstrar que podemos fazer uma boa edição do material que viermos a produzir para você, e assim, indiretamente, gerarem negócios vantajosos para ambas as partes. 
:) 






24.8.16

Vídeo: Lavadeiras - Bado (RO)

O primeiro vídeo que publicamos aqui no blog trazia o roraimense Ben Charles tocando "Carimbó Transcedental" em Macapá em sua participação no SESC Amazônia das Artes de 2014. Hoje vamos assistir outro vídeo do mesmo evento, mais exatamente o seu encerramento, que ficou a cargo do rondoniense Bado, em show realizado no SESC Centro em 28 de agosto de 2014. O espetáculo teve ainda a participação do cantor e compositor Enrico Di Micelli, paraense radicado em Macapá.


Bado é o boné, ao violão


A canção que aparece no vídeo é "Lavadeiras", um clássico da parceria de Bado com o conterrâneo Binho, e que foi o bis do show (aliás, foi um pedido meu ao Bado, que fiz já com a intenção de filmar, pois a canção não integrava o repertório da turnê). A filmagem foi feita com a Canon T3i Rebel, sem edição posterior. Publiquei o vídeo no canal do Som do Norte no YouTube em 2 de setembro e o incluí na resenha postada no Som do Norte no dia seguinte.




"Lavadeiras" foi lançada em 2005 no CD Aldeia de Sons, de Bado. Contei a história desta composição ao destacá-la como "Música do Dia" do blog Som do Norte em 14 de agosto de 2009.


23.8.16

Modelo da Semana: Janaína Rodriguês

Há exatamente um mês, em 23 de julho, publicamos o primeiro Ensaio do Dia 23, estrelado pela linda amapaense Janaína Rodriguês. O post se tornou um sucesso instantâneo, mantendo-se omo o terceiro mais visto desde que o blog é blog - já são até agora 197 acessos. Se você ainda não viu, clique aqui.

Este mês a publicação do ensaio comemorativo foi antecipado em alguns dias (o Ensaio de Agosto estrelado por Bruna Xavier já está no ar há uma semana); de todo modo, me pareceu oportuno marcar o dia em que completamos dois meses no ar com a publicação de uma foto inédita da Janaína - e por inédita eu quero dizer inédita meeeeesmo, pois a versão editada que ela recebeu desta foto tinha um efeito preto-e-branco. Aqui utilizei um filtro Landscape e um efeito Retro/Sepia.





A foto, assim como as do ensaio já publicado, foi feita em 12 de março no Parque do Forte, em Macapá, dentro da Campanha Vamos Sonhar Juntos



22.8.16

Belezas Culturais: Floração



Fiz o registro acima durante o show que o cantor, compositor e instrumentista Paulo Bastos apresentou em Macapá em 1 de abril de 2014 no Projeto Botequim, que na época acontecia no SESC Centro. 

Na foto, Paulo está à direita, com o bandolim, enquanto seu convidado Beto Oscar, sentado, toca violão. Ao fundo, o percussionista Nena Silva, a quem Beto, logo ao chegar ao palco, pediu um ritmo de "marabaichoro" (ou seja, uma junção de Marabaixo com choro), para acompanhar a execução de "Floração", parceria de Beto com Paulo. 

Paulo aproveitou a ocasião para interpretar várias de suas composições, e mostrar seu lado multi-instrumentista - ao longo da noite, tocou, além de bandolim, violão, teclado e bateria (curiosamente, não tocou nessa ocasião a caixa de Marabaixo, da qual ele também é um exímio executante). Além de Beto Oscar, O espetáculo contou com as participações especiais de Oneide Bastos, Patrícia Bastos e Brenda Melo. Ao final, ainda houve canjas de Naldo Maranhão (com a participação especial de Rebecca Braga) e Cley Lunna. 

Publiquei a resenha do show, junto com a foto deste post e outras, no Som do Norte dois dias após o show. O álbum completo pode ser visto na página FabioGomes FotoCinema do Facebook




21.8.16

A Semana nº 9

  • Na terça, 16, postei nas redes sociais a foto que intitulei Sol e chuva no fim de tarde em Cuiabá. A imagem foi feita no quintal do hostel onde estou hospedado. Segundo minha amiga Carol Damasceno, também cineasta, "agosto é o tempo seco em Cuiabá, mas perto do final do mês vem uma chuva que a gente chama chuva do caju". O nome tem a ver com ser o tempo de formação dos primeiros frutos do cajueiro, e se não chover por esta época a safra estaria prejudicada. 




  • Também na terça, antecipei excepcionalmente em uma semana a publicação do ensaio do dia 23. A estrela do ensaio é a modelo mato-grossense Bruna Xavier. No mesmo dia o ensaio entrou no ar aqui no blog e no YouTube. Bruna já havia sido nossa Modelo da Semana em 5 de agosto - esse post aliás se tornou no sábado, 20, nosso primeiro a ultrapassar a marca dos 300 acessos (até o momento, são 305).