10.12.16

Coisas do Mundo: Vaso-fone



Fiz esta foto em 9 de dezembro de 2013, registrando um orelhão temático em formato de vaso indígena existente em Belém, mais exatamente na av. Brás de Aguiar, se não me falha a memória. 

Circulando pelo Brasil, já encontrei diversos orelhões temáticos (embora nenhum parecido com este), porém acredito que este seja um tipo de intervenção urbana que vá se tornar menos comum, já que os orelhões deixaram de ter a importância que tiveram até meados dos anos 1990. Não só cada vez mais pessoas têm celulares, como tem se tornado extremamente difícil encontrar à venda os cartões que permitem telefonar nestes orelhões. 

Espero que ao menos se preservem estes telefones temáticos, como peças de arte no espaço urbano, então! 

9.12.16

Belezas Naturais: Peixes da Baía de Todos os Santos


Quase ao final da minha longa temporada baiana do ano passado, mais exatamente em 3 de outubro, fiz um passeio de barco pela Ilha do Frade e por Itaparica. 

As fotos do post são deste dia. Numa ponte da orla de Itaparica, junto á Baía de Todos os Santos, era possível ver a água povoada desses pequenos peixinhos. 

Na imagem que abre o post, usei o filtro Theatre do Fotor, apenas para correção da luz, deixando a imagem mais próxima de como eu a via no momento. 

A segunda imagem,, na qual aceitei a sugestão de edição automática do Fotor, dá uma ideia de como o panorama seria visto caso se voltasse um grande holofote na direção da água, destacando a posição dos peixes em relação ao ambiente. Confesso que prefiro a primeira 
:) 

8.12.16

As fotos que não fizemos

Por mais fotos que fizermos, e por melhores que elas possam ser, ainda assim com certeza sempre haverá infinidades de fotos que nunca faremos.

Ou porque estávamos sem uma câmera bem naquele exato momento que vimos aquela cena linda.

Ou porque estávamos, mas o lugar (aparentemente) não era seguro.

Ou porque até prepararmos o equipamento para o disparo, a oportunidade já passou.

Ou porque a cena aconteceu no exato momento em que a câmera bloqueia o uso, após um disparo com flash (por quê? por quê?).

Assim como há as que fazemos mas precisamos descartar porque um pedestre/ ciclista/ automóvel subrepticiamente se imiscui no quadro tão belamente imaginado. 

Basta uma nuvem para tapar o sol ou esconder a lua ou criar sombras onde podia e não podia. 

Sejam os motivos que forem, que nos impeçam por vezes de fazer A foto tão sonhada, eles só reforçam a beleza das fotos que realmente façamos. 

Fotografar, afinal, não é algo tão simples quanto aqueles que não querem pagar pelo nosso trabalho tentam dar a entender. 

E afora todas essas circunstâncias, às vezes não fotografar também é uma escolha. Que o diga Sean O'Connell, fotógrafo vivido por Sean Penn no filme A Vida Secreta de Walter Mitty (dir: Ben Stiller, EUA, 2013), que revelou a seu amigo, o próprio Mitty (Ben Stiller) que, muitas vezes, opta por não registrar momentos maravilhosos que vê captados em sua lente: As coisas belas não pedem por atenção. Às vezes viver é melhor que fotografar. 

E sempre teremos nossa memória para reter aquele momento especialmente lindo/ significativo que por N dos motivos acima não se tornou uma foto. 





P.S.: Não pense que o post de hoje está sem foto. Na verdade, ele está ilustrado com a melhor foto que eu não fiz na vida - Antoine de Saint-Exupéry já tinha avisado que o essencial é invisível para os olhos! 
;D

5.12.16

Belezas Culturais: Kassia Modesto


Kassia Modesto é uma atriz, poetisa, clown e performer nascida em São Miguel do Guamá, Pará, e radicada em Macapá.

Na foto a vemos declamando um poema seu tendo o luxuoso acompanhamento de Cássio Pontes ao violão, no Momento da Poesia do projeto Fim de Tarde no Museu, que acontecia no Museu Sacaca (Macapá). O Momento da Poesia era apresentado no intervalo do show principal (este intervalo era importantíssimo para os cantores convidados poderem descansar um pouco a garganta, já que o show durava 3h!). Na noite desta foto - 10 de abril de 2014 - quem fez o show principal foi o cantor e compositor João Amorim. 


3.12.16

Glorioso São José



Fiz esta foto agora há pouco, durante minha caminhada diária pelas ruas de Macapá. Vemos, à hora do pôr-do-sol, a silhueta da estátua do glorioso São José, padroeiro da cidade, segurando o Menino Jesus.

Esta estátua se localiza na parte frontal da catedral de São José, situada à rua Gen. Rondon, no centro, inaugurada em 19 de março de 2006, substituindo na função a antiga igreja também consagrada a São José existente desde o século 18. 


2.12.16

Belezas Naturais: Bem-te-vi do Rio Amazonas


Publiquei agora há pouco esta foto no Instagram, com a legenda 

Bem-te-vi sobre uma tábua em meio ao lixo, às margens do Rio Amazonas 
"O canto gentil de quem bem te viu num pranto desolador" (Vinicius de Moraes, 1974)

O trecho citado de Vinicius são versos de "As Cores de Abril", parceria do poeta com Toquinho.

A foto foi feita ontem próximo ao cais de onde partem os navios de Macapá pro Afuá (cidade que fica na Ilha do Marajó). 

Primeiramente editei a imagem no Fotor com o filtro Sunset, e ao fazer o upload para o Instagram, apliquei o filtro Exposure. 


1.12.16

Dia Mundial de Combate à AIDS


Hoje é o Dia Mundial de Combate à AIDS. A data foi instituída em 1987 pela OMS - Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma data simbólica de conscientização para todos os povos sobre a pandemia de Aids. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde, popularizando-se, porém, no decorrer da década de 1990 (a antiga MTV Brasil fazia um dia de programação especial, com bandas tocando ao vivo no estúdio, ao lado da veiculação de campanhas de esclarecimento). 

O laço vermelho foi adotado como símbolo da luta contra a Aids em 1991. Quem o criou foi a Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de Nova York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids. O laço hoje é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids, e foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo. Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades em cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda, inspirando símbolos semelhantes para outras campanhas, como o laço branco da campanha internacional “Homens pelo fim da violência contra a mulher” e o laço rosa da luta contra o câncer de mama. 

Uma das versões para o laço diz que ele simboliza o “V” de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. 

Na foto, vemos um imenso laço vermelho que foi colocado em frente à parte antiga do Hospital da Beneficência Portuguesa em Porto Alegre, em 2013. A foto foi feita no começo da segunda quinzena de dezembro. 


30.11.16

Vídeo: Banzeiro do Brilho-de-Fogo - Roda de Marabaixo




Para encerrar o Mês da Consciência Negra, vamos assistir hoje este vídeo que gravei ao final do primeiro cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo pelas ruas de Macapá em 14 de dezembro de 2014. O vídeo, postado no YouTube dois dias depois, reúne três importantes nomes do Marabaixo.

Em palco armado na Praça Floriano Peixoto, vemos primeiramente Adelson Preto, do Curiaú, cantando "Vem pra Cá, Ioiô". Na sequência, Laura do Marabaixo, do Laguinho, interpreta "É de manhã, é de madrugada" (música que ouvimos com a avó de Laura, Tia Biló, neste curta). E pra encerrar, Jacundá, do distrito de Campina Grande, canta o clássico "Rosa Branca Açucena". Os três acompanhados pelas dezenas de tocadores de caixa de Marabaixo do Banzeiro, que estavam à frente do palco, regidos por Paulo Bastos. 

O Banzeiro do Brilho-de-Fogo é um projeto de valorização do Marabaixo, com atividades como oficinas de confecção de instrumentos e de percussão, seguidos da realização de cortejos em datas festivas da capital do Amapá, e participo duas vezes do Encontro dos Tambores, em 2014 e 2015. 


28.11.16

O atraso na reforma do Museu Joaquim Caetano

Em dezembro de 2015, recebi em Macapá uma amiga de Salvador que incluiu em seu roteiro de lugares a conhecer o Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva. Falei pra ela que o museu merecia sim sua visita, porém se encontrava fechado desde o ano anterior. Pois bem, eis que outro dezembro se avizinha...e o museu continua fechado!

Embora eu passe frequentemente pelas imediações (o museu fica na Rua Mário Cruz, quase ao lado da Praça do Coco). só hoje fui ver esta placa com informações sobre sua reforma. O fato é que, estranhamente, a placa não está junto à entrada principal do museu, como comumente se faz, e sim na parede lateral, à Rua Binga Uchoa (antiga Independência).

Eis a placa, prometendo o final da obra para 17 de junho de 2016. Em reportagem de Fabiana Figueiredo publicada pelo G1 Amapá em maio, a Secretaria de Cultura do Amapá estimava a retomada da visitação para julho. 




Aqui uma visão mais abrangente da parede da Binga Uchoa, onde está a placa:




Aqui a entrada principal do museu, à Mário Cruz. Todas as fotos deste post foram feitas hoje pela manhã. 




O museu é um dos poucos prédios do século 18 preservados na capital do Amapá - os outros são a Igreja de São José, antiga catedral, de 1761, e a Fortaleza São José de Macapá, de 1782. A casa onde hoje está o museu já abrigou também a intendência (antiga prefeitura) de Macapá. Desde 1993, funciona nela o museu, cujo nome homenageia o médico e diplomata gaúcho Joaquim Caetano da Silva, cuja obra L’Oyapoc et L’Amazone, de 1861, foi utilizada pelo Barão do Rio Branco como argumento na questão territorial com a França.

Querendo incorporar parte do Amapá à Guiana Francesa, a França chegou a invadir o território brasileiro em 1895, avançando até o rio Araguari. O caso foi à arbitragem internacional na Suíça em 1900, ocasião em que Rio Branco apresentou trecho da obra de Joaquim Caetano comprovando que o limite histórico entre Brasil e Guiana Francesa sempre fôra o rio Oiapoque, e não o Araguari; o tribunal deu ganho de causa ao Brasil. 

O acervo do Museu Joaquim Caetano vai além do "histórico" presente em seu nome, abrangendo também os campos antropológico e arqueológico. Eu o considero um dos melhores museus que conheço no Brasil, e lamento profundamente que tudo isso esteja há tanto tempo longe das vistas dos moradores do Amapá e daqueles que nos visitam. 

A Semana nº 21


  • No domingo, 27, recebi e-mail do site ModelBlissNet informando que o perfil que mantenho lá foi escolhido como um dos destaques da semana (!). Algumas das fotos já foram publicadas aqui, de todo modo vai aqui o link pra quem quiser dar um confere.